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Informações FarmacêuticasAcordo para laboratório e farmácia hospitalar já foi assinado, mas para as farmácias comerciais, só na Justiça do Trabalho. Finalmente chega ao fim a negociação salarial para os profissionais farmacêuticos que atuam em farmácias hospitalares e laboratórios de análises clínicas do Estado. A negociação entre o Sindfar-SC e o Sindicato dos Laboratórios (Sindlab) e a Federação dos Estabelecimentos Hospitalares e de Saúde de Santa Catarina, iniciada no ano passado, acabou se arrastando até fevereiro. Diante da impossibilidade de fechar o acordo até o mês de novembro, data-base da categoria, os sindicatos patronais chegaram a apresentar sua proposta de reajuste salarial ao Sindfar-SC. A proposta previa aumentar em 10% o valor do piso dos farmacêuticos empregados em laboratórios. Para os profissionais das farmácias hospitalares e os empregados em laboratório que recebiam acima do piso da categoria, a proposta era conceder 6,15%, índice correspondente a inflação medida entre os meses de novembro de 1999 e outubro de 2000. Na proposta patronal, os reajustes seriam retroativos a janeiro de 2001 e as demais cláusulas da convenção do ano anterior seriam mantidas. Sem perdas - Depois de se reunir com farmacêuticos-bioquímicos de vários laboratórios do Estado, o Sindfar formulou uma contra-proposta aos patrões. Conforme Ronald Ferreira dos Santos, o maior empecilho para a assinatura do acordo era o pagamento retroativo do reajuste, que deveria incidir sobre os salários de novembro e dezembro e sobre o 13º salário dos profissionais. Foram cinco as reuniões realizadas entre o Sindfar e os representantes patronais até o fechamento do acordo, que eleva em 10% o piso dos farmacêuticos empregados em laboratórios, que passa a ser de R$ 1.100,00 e acresce em 12% o piso salarial para farmácia hospitalar, atingindo R$ 750,00. Para os profissionais farmacêuticos de laboratórios de análises clínicas e de farmácias hospitalares que recebem acima do piso mínimo, foi garantido um reajuste de 7,15%. Todos os índices serão retroativos ao mês de janeiro. “Depois de muitas discussões, conseguimos finalmente fechar o acordo. Nossa intenção principal era não permitir perdas para os colegas”, assegura Ronald. Farmácia comercial - Nas negociações para definir o novo piso para as farmácias comerciais, cuja data-base da categoria é o mês de março, a possibilidade de acordo é cada vez mais remota. “A instransigência e a insensibilidade dos sindicatos patronais chegam às raias do ridículo”, desabafa Ronald Ferreira dos Santos. A diretoria do Sindfar realizou 16 assembléias, em todas as regiões do Estado, para estabelecer uma proposta de negociação. Esse processo se desenrola desde outubro do ano passado, quando foi definida a proposta pelo conjunto da categoria farmacêutica. “Já convocamos os sindicatos patronais por três vezes, para o processo de negociação, porém a situação não se alterou”, conta o presidente do Sindfar-SC. “Tratam nossa profissão como algo desnecessário, sem levar em consideração o fato de se tratar de uma atividade de nível superior, que requer muitos recursos na sua formação, além de ser fundamental no processo de assistência à saúde da população”, continua ele. Para Ronald, a proposta de elevar o piso dos farmacêuticos empregados em farmácias comerciais para R$ 680,00, caracterizando um aumento de apenas R$ 10,00 já inviabilizou as tentativas de negociação e a única alternativa é ir à Justiça do Trabalho. A assessoria jurídica do Sindfar-SC já está reunindo um conjunto de documentos para sensibilizar os juízes do Tribunal Regional do Trabalho. São convenções coletivas já assinadas em outros Estados, carnês de mensalidade dos cursos de farmácia de diversas universidades e dados do Centro de Informações Toxicológicas (CIT). O processo de julgamento do discídio coletivo dos empregados em farmácias comerciais deverá ocorrer num período de até três meses. Fonte: (Revista O Farmáceutico, vol 35).
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